Processo de refinação

São várias as operações unitárias que compreendem a refinação do açúcar (desde processos físicos a químicos):

 

1. Armazenagem e pesagem da matéria-prima

A matéria prima das refinarias é o açúcar em "rama", produto impuro e microbiologicamente contaminado que não deve ser utilizado directamente na alimentação humana. A rama proveniente do armazém é pesada numa balança - o início de todo o processo produtivo.

 

2. Afinação

A afinação é a etapa mais importante na eliminação de matéria contaminante, consistindo no amolecimento das partículas aderentes aos cristais para que a rama possa ser correctamente centrifugada e dissolvida. Diferentes tipos de rama (que variam em polarização, cor e cinzas) exigem diferentes modos de operação.

 

3. Carbonatação

Depois de formado o xarope bruto, este é misturado com uma pequena quantidade de leite de cal e atravessado por uma mistura de gases purificados contendo dióxido de carbono; dá-se a precipitação de carbonato de cálcio, sob a forma de lamas, que arrastam, por absorção, impurezas contidas no xarope.

 

4. Filtração

A separação das impurezas carbonatadas ocorre por filtração, sendo esta a operação responsável pelas condições do licor filtrado daqui em diante. Usam-se filtros Putsch que formam um bolo de lama sob pressão, possível de ser lavado e seco, de modo a recuperar a sacarose da sua composição.

 

5. Descoloração

Nesta fase, o xarope carbonatado passa por células de resinas (de permuta iónica) que removem a cor e retêm as impurezas ainda existentes (fazendo uma purificação final), obtendo-se o xarope branco.

 

6. Evaporação

Passa por evaporar o xarope branco, usando vapor vivo sobreaquecido. Obtém-se um licor concentrado, económicamente viável de ser cristalizado, uma vez que se reduz o tempo de cozedura da sacarose na etapa da cristalização.

 

7. Cristalização

Num aparelho sob vácuo,  temperatura e Brix controlados, o licor concentrado é inseminado (com uma suspensão de açúcar moído em álcool isopropílico), para que se consiga controlar a quantidade e crescimento dos cristais de açúcar, através da difusão das moléculas de sacarose em direcção à superfície dos cristais. Obtém-se massa cozida.

 

8. Centrifugação e secagem

As últimas etapas compreendem a separação e aperfeiçoamento das características do produto final:
-  O açúcar é centrifugado do xarope granulado;
-  Posteriormente seco (pela acção de ar quente em secadores cilíndricos rotativos);
-  E os seus cristais separados dos torrões formados, por peneiração.

 

9. Condicionamento e Classificação

Após peneiração, os açúcares são movimentados, por intermédio de sem-fins, para silos de maturação (com ar tratado), de modo a manter o açúcar livre de aglomerados.
São classificados e distribuídos para silos de menor capacidade (de modo a satisfazer a necessidade do mercado em geral), segundo:
- A cor (branco, extra branco);
- A granulometria (granulado, fino e grosso).